sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pra alguem que se visse iría entender

"Já não tenho dedos pra contar
De quantos barrancos despenquei
E quantas pedras me atiraram
Ou quantas atirei
Tanta farpa tanta mentira
Tanta falta do que dizer
Nem sempre é "so easy" se viver
Hoje eu não consigo mais lembrar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu já deixei
Tantos bons quanto maus motivos
Tantas vezes desilusão
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura
De uma loucura qualquer
É encostar no seu peito
E se isso for algum defeito
Por mim tudo bem
Já não tenho dedos pra contar
De quantas janelas me atirei
E quanto rastro de incompreensão
Eu ja deixeiTanto bons quanto maus motivos
Quase nunca a vida é um balão
Mas o teu amor me cura..." e como cura
mais tarde estarei lá ouvindo ao vivo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

arrumando o que afinal???

5:05 da manhã!! isso mesmo esse horário e eu estou aqui frente a essa telinha p escrever mais um pouco de meus pensamentos... Ao ler essa postagem alguns podem se perguntar: o que esse louco ainda faz acordado?? ou ainda... o que ele já faz acordado??
To na primeira opção, hoje tava dando aquele "grau" no meu quarto. Tinha que trocar a TV de lugar e consequentemente a cama. Furei parede apertei parafuso, tive umas idéias mirabolantes mas, no fim, tudo deu certo e ta funcionando. Outro dia uma amiga me disse que quem tenta arrumar a casa ou quarto é porque ta tentando arrumar a vida! Se faz sentido eu não sei.... mas talvez eu queira sim arrumar minha vida, achar um lugarzinho pra cada coisa e pessoa. O pior com certeza é arranjar o lugar pras pessoas, saber quem devemos deixar entrar e quem devemos tentar tirar de nossas vidas. Pensando bem, eu quero sim!! quero arrumar minha vida!! ta na hora.... mas como??? Será que vou atrás do passado, planejo o futuro ou vivo o presente??? complicado!!

Por enquanto vou assim, tentando arrumar a casa pra mais tarde poder receber bem as visitas....

domingo, 4 de julho de 2010

Só de sacanagem

Meu coração está aos pulos! Quantas vezes minha esperança será posta à prova?Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais. Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova? Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais? É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz. Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar. Até hábeas-corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar. Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau. "Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal!
Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

não sei quem é a autora, mas é interessante

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Nem tudo que balança cai, nem tudo que reluz é ouro

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é oooutra coisa e geralmente são totalmente diferentes. A sabedoria popular é louvável, impressionante como o senso comum traduz tão bem a realidade.
Na vida tudo depende de um ponto de vista, um referencial. O que é um carinho especial pra uma pessoa pode ser um grande amor pra outra, por isso, muito cuidado! O ser humano é muito frágil nesse sentido, tende a enxergar aquilo que quer ver e não o que realmente está vendo, ou por certas vezes enxerga aquilo que é mais acostumado, que é condicionado a ver. Isso tudo depende do referencial psicológico e emocional de cada um.
Me considero e alguns sentidos uma pessoa carente, essa carência me leva a me entregar à vida. Isso já me colocou em maus lençóis, algumas vezes por estar carente encontro em algumas pessoas a paz e o conforto que preciso e me sinto bem. Mas não é nada mais que isso, diversas vezes observo que pode ser uma coisa sem nexo mas, naquele momento, está me fazendo bem... O "porém" é que algumas pessoas entendem mal, ou entendem o que querem entender. E aí, até explicar que nariz de porco não é tomada... é complicado!!
Já estive dos dois lados dessa moeda, e pode acreditar, nenhum dos dois é legal... Já tentei tomar cuidado pra esse tipo de coisas não acontecer mas enfim, faz parte da vida, o que posso fazer é tentar reparar mais nos cenários da vida e evitar estar do lado de quem enxerga mal.


fica aí uma música muito boa pra refletir:

Nem todo fim tem começo
Nem tudo que é bom tem seu preço
Nem tudo que tenho mereço
Nem tudo que brota é do chão
Nem todo rei tem seu trono
Nem todo cão tem seu dono
Nem tudo que dorme tem sono
Nem toda regra, exceção
Nem tudo que morre é de fome
Nem tudo que mata, se come
Nem tudo q é dor me consome
Nem toda poesia, refrão
Nem todo carro tem freio
Nem toda partilha é ao meio
Nem toda festa é rodeio
Nem tudo que roda é pião
Nem toda obra se prima
Nem tudo que é pobre se rima
Nem tudo que é nobre se esgrima
Nem tudo que sobra é lixão
Nem tudo que fito é o que vejo
Nem tudo bonito eu almejo
Nem tudo que excita é desejo
Nem todo desejo é tesão
Nem tudo que ganho é o que valho
nem tudo que jogo é baralho
Nem tudo que cansa é trabalho
Nem tudo que se dança é baião
Nem todo amor é em vão
Nem toda crença, ilusão
Nem todo Deus, comunhão
Nem todo pecado, perdão

Vander Lee